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Por: Teoney Guerra

A incidência de forte insolação registrada em toda a região geoeconômica de Eunápolis, desde o final do ano passado, causou prejuízos na agricultura e na pecuária.

O grande prejudicado foi o café não irrigado, denominado de sequeiro, que representa cerca de 60% do total do conilon que é cultivado na microrregião. Os grãos não tiveram a formação ideal, em razão da seca e do calor, por isso, o setor deve amargar nesta safra, uma quebra em torno de pelo menos 25%. Por sua vez, o café irrigado não sofreu todo esse impacto.  

Outro setor que sentiu bastante o calorão foi a pecuária leiteira. Dados superficiais dão conta de uma queda de pelo menos 25% na produção de leite. Na pecuária de corte, o impacto foi sentido na queda do preço para R$ 68,00 a arroba. 

O mamão de sequeiro teve também perdas significativas, enquanto o irrigado, que representa cerca de 70% do que é produzido na região, foi favorecido pela forte insolação, que resultou numa boa produtividade. Além disso, o preço do produto atualmente é muito bom, em torno de R$ 1,20 o quilo, um valor que há pelo menos um ano os produtores não experimentavam.

Quanto ao cacau, que está na fase de floração, depende de que o tempo nublado com boas precipitações de chuvas se mantenha.

De uma forma geral, a volta das chuvas evita que danos maiores ocorram, e abre boas perspectivas para a recuperação de algumas lavouras. Quanto ao café, melhor produção, só na próxima safra. 

Com informações do agrônomo, José Mariano de Souza, fiscal agropecuário da Ceplac.

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