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A convite do delegado sindical da FETAG-Ba, Wellington Santos a reportagem do Nossa Cara visitou o acampamento

Por: Bento Quinto

Eunápolis – 30/07/10 – As quatrocentas e quarenta e nove famílias que sob a Bandeira da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado da Bahia (FETAG), há mais de um ano permanecem acampadas ao longo de um trecho de uma estrada vicinal distante mais de dez quilômetros do Bairro Alecrim-I, em Eunápolis, continuam cultivando e produzindo muitos alimentos em áreas de litígio.

A convite do delegado sindical da FETAG-Ba, Wellington Santos a reportagem do Nossa Cara visitou o acampamento, fotografou e ouviu os sem terras, percebendo o sofrimento, a luta e a crença firme de um dia obterem a tão sonhada terra e definitivamente se tornarem assentados. O solo onde cultivam é fértil e muita mandioca está plantada, além de feijão, milho, abóbora e outras variedades.   

Segundo o líder do Acampamento, José Alves Câmara, Bolinha, “todos aqui trabalham no cultivo da terra e criação de galinhas caipiras, preservando o meio-ambiente e praticando agricultura orgânica”, acrescentando que no 2 de Julho é inadmissível pessoa alguma que não trabalhe, não produza e é proibido consumo de bebidas alcoólicas. Ele enfatiza que as áreas cultivadas  “pertencem ao povo, é uma terra devoluta; a CDA já mediu e o INCRA já está dando a discriminatória para nós trabalhadores”.

E o sindicalista e delegado da FETAG, Wellington Santos diz que “é importante dizer que nós não estamos dentro da área, pois, os trabalhadores estão acampados do lado de fora  da área”, acrescentando que existe o temor de toda a produção ser destruída causando prejuízo às quase quinhentas famílias acampadas. Ele cobra “agilidade do Estado no sentido de impulsionar o resultado de uma discriminatória que foi encaminhada pelo procurador, Dr. José Alberto”. Ele diz ainda que “logicamente respeitamos propostas de progresso, mas nós queremos garantir o espaço da produção destinado aos nossos trabalhadores”.

 

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